quarta-feira, 6 de maio de 2015

o abuso dos gigantes


Na passada semana fui pagar uma conta de electricidade à EDP de Cascais. Tirei uma senha, esperei, fui atendida e eis que, para pagar, me mandam para uma máquina. Como não existe anúncio prévio de que se tira senha e se espera para depois se fazer o que tem de ser feito numa máquina, não se entendendo sequer a existência de funcionários ao balcão que depois têm de sair do seu posto para fazerem as operações pelas pessoas, e antevendo ainda as dificuldades de gente sem aptidões informáticas e/ou com idade para ver a sua vida facilitada e não complicada por uma qualquer empresa que o entende conveniente para si, mas não para os seus clientes, pedi o livro de reclamações.
A funcionária atendeu prontamente o meu pedido, escrevi a reclamação, preenchi todos os dados que me eram pedidos e devolvi o livro. Eis que a funcionária saca de um post-it amarelo e pede o meu número de contribuinte. Neguei-me a fornecer-lho, visto que o livro de reclamações não mo exige.
Hoje, para meu espanto, liga-me uma outra funcionária da EDP, soit disant, uma vez que utilizou um número de telemóvel da NOS, a pedir-me de novo o número de contribuinte. Razão alegada: a reclamação não pode seguir porque não tenho conta aberta na EDP e precisam dos meus dados para tal...
Em que momento a EDP ou qualquer outra empresa recolhe os dados do livro de reclamações e os utiliza para enriquecer a sua base de dados, com um cheirinho a ameaça velada no caso de alguma coisa dar para o torto?
Quantas pessoas caem nesta armadilha das empresas que se sentem todas-poderosas e não gostam de perder de vista quem contra os seus abusos reclama?
Não há vergonha, não há honra, não há honestidade, não há estado de direito para quem sofre este tipo de bullying. Que terá a ERSE a dizer ao gigante chinês que decide quem liga e desliga os interruptores?
Imagino o que passam idosos e outros cidadãos menos protegidos em Cascais e no resto do País. Talvez seja altura de mostrar que existe um David para cada Golias...
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