quarta-feira, 2 de agosto de 2017

campanhas de destruição maciça

Harmony (MMF)


Uma campanha eleitoral não é uma guerra de gangues. Não versa sobre quem tem mais podres, mas sobre o que se pode fazer por um território e por uma comunidade.
As campanhas são um sistema pensado para permitir que alguns indivíduos dêem voz aos projectos que acreditam virem a beneficiar a sua vida e a dos outros.
Não são uma arma de arremesso para tentar dar cabo da vida de outras pessoas num período determinado por lei. Não são para acender guerrilhas em vez de falar do que realmente está em causa.
Quem escolhe vomitar veneno em vez de demonstrar o que pode fazer pela sua terra não merece ser votado como digno representante da sua comunidade. Porque apenas está a demonstrar o que acha aceitável em termos de relação com os outros.
Precisamos de campanhas feitas por pessoas que ajam com educação e respeito, que mostrem o que de facto querem fazer pela terra e pelas gentes, que falem do que está em causa e das soluções com que pensam resolver questões básicas.
É urgente que as campanhas voltem a ser sobre o que torna a nossa vida boa e possível neste planeta e não sobre as lutas de poder entre egos cegos e sôfregos que acham que podem viver numa conta virtual numa offshore, em vez de apreciar a vida num espaço físico equilibrado e tranquilo.
O nosso bem-estar, a nossa felicidade e a nossa durabilidade aqui, e agora, dependem da nossa capacidade de encontrar pessoas capazes de trabalhar em harmonia com os outros e com a natureza. Capazes de recusar todo e qualquer tipo de conflito desgastador e devastador.
É impossível acreditar em quem afirma ser o melhor para uma comunidade quando as armas que apresenta são apenas as da demolição moral e emocional, em vez da inspiração com que se animam novos projectos, da motivação que recupera a fé na vida e na sua viabilidade prática.
São pessoas de bem e educadas, as que precisamos para nos convencerem a sair de casa e votar por algo com sentido, no próximo mês de Outubro. São pessoas que mantêm a noção do que está certo e do que está errado e que, sem hesitações, se recusem a participar de esquemas viciados e malfeitores que nos envenenam a sobrevivência.
Por isso, precisamos de uma campanha limpa, feita por pessoas capazes de manter o foco no que nos vai servir a todos. E não por gente raivosa e disposta a minar e a destruir, e que acredita que todos os meios justificam os fins.
Só que os fins não são apenas uma boa contagem de votos, mas sim o que vem a seguir. O que é capaz de nos tornar mais humanos e felizes na convivência e na partilha do espaço com os outros.
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