segunda-feira, 18 de setembro de 2017

outros perigos na duna

foto mmf
Recebemos avisos constantes mas, regra geral, não lhes ligamos nenhuma.
Na Cresmina há várias placas que avisam ser proibido caminhar fora do passadiço, gente ou respectivos bichos de companhia, sob pena de se ser multado, blá, blá, blá.
O que não dizem os avisos é que as piores consequências não são apenas para a duna, mas para quem irresponsavelmente a desafia.
O que presenciámos há tempos atrás foi disso um exemplo inesquecível: um jovem cozinheiro apanhado desprevenido pelo corte de trânsito na manhã de um evento desportivo, decidiu atravessar rapidamente o passadiço para chegar ao restaurante do Guincho onde trabalha.
A certa altura decidiu que fazer um atalho pela duna; era a sua hipótese de poupar algum tempo, visto o atraso que já levava. 
Conseguiu correr numa zona de pedras com alguma segurança, mas quando enveredou pela zona de areia e vegetação rasteira, a uns escassos dez metros das traseiras de um restaurante que confina com a duna, aconteceu o que podia ter sido uma inacreditável tragédia.
De repente, começou a cair e a desaparecer em buracos que não se viam, repetidamente, tendo conseguido, de todas as vezes, levantar-se e prosseguir.
Foi um espectáculo de cortar o coração ver o rapaz a tentar vencer os poucos metros que o separavam da estrada do Guincho em quedas sucessivas. Algumas delas levaram-nos a correr pelo passadiço na direcção dele, para o caso de se ter de chamar por socorro.
Ao fim de longos minutos o rapaz conseguiu chegar ao muro do restaurante e ficar em segurança. Via-se que estava exausto, mas escapou de ferimentos e de uma queda mais grave que o tivesse impedido de continuar.
Nem toda a gente terá, eventualmente, a sorte deste jovem cozinheiro. Mas continua a haver quem se aventure fora do trilho, sem qualquer consciência do que está verdadeiramente em risco.
Na presença de uma equipa da Cascais Ambiente, chamámos a atenção para o sucedido. Falaram em reforço de sinalização. A que existe nada diz, de facto, sobre a possibilidade do descrito acima.
Será o suficiente para evitar acidentes insuspeitados?
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