quinta-feira, 17 de julho de 2014

domingo, 13 de julho de 2014

obediência




Autor do famoso poster de Obama, Hope, Farley começou como skater e a desenhar nas pranchas dos outros. Hoje comercializa roupa e posters, é um artista mainstream e insiste em questionar a obediência. E tu, obedeces?




sexta-feira, 11 de julho de 2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014

o valor da arte

Toda a gente sabe que os artistas não têm onde cair mortos. Que o melhor é arranjarem trabalho, porque o que fazem não é classificado como tal. Só depois de mortos adquirem valor e são outros que arrecadam o fruto do seu trabalho.
Mesmo assim, o valor da arte transcende o material e supera-o em tudo. O material é do pó e ao pó volta. A arte, pelo contrário, é um labor do pensamento que, como o espírito e por lhe pertencer, tem a imortalidade como atributo máximo.
A capacidade de expor novos conceitos e transportar quem a observa faz da arte um caminho para a metade do pensamento que pertence ao amor, à verdadeira criatividade e ao que tudo transcende. Essas qualidade conferem à arte um valor incalculável, demasiado alto para causar o desconforto e a insegurança que fazem com que políticos e financeiros a remetam para o canto das actividades que nem merecem ser valorizadas.
Apesar disso, todos os materialistas se vão, como pó e a arte permanece, sempre com o inegável valor que tem, de pensamento livre e capaz de mudar outros pensamentos. E uma qualidade assim não se pode modificar, nem desaparece porque muitos se esforçam por a votar ao esquecimento. Ela existe e sempre existirá, a despeito de tudo e de todos.
Quem acha que a arte não é um trabalho falha estrondosamente no cálculo do valor da vida e está cego para a riqueza que ela comporta. Que não se mede nem pelos milhões que possa render depois da morte dos seus autores.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

panem et circenses

Imagem daqui
A cultura transformada em ilusionismo é a prática política que mais popularidade ganhou nos últimos anos. Pão e circo (panem et circenses), com muito menos pão porque a finalidade é manter um reduzido número de patrícios e muitos dependentes.
Os impostos que todos pagamos, nem que seja apenas através das taxas aplicadas a todos os serviços, sempre contemplaram uma pequena parcela para a cultura. O Estado tem uma verba para a cultura, mesmo tendo acabado com o ministério correspondente. As câmaras têm verbas para a cultura.
A finalidade desses tostões era promover a cultura, ajudando os agentes culturais a criar os seus espectáculos e as suas formas de se expressar. 
Acontece que, com o dinheiro que é de todos, em vez de promover os agentes culturais, as entidades públicas criaram formas de se constituírem eles próprios em agentes da cultura. Sem aptidões próprias para isso e com a finalidade de fornecer o tipo de 'espectáculo cultural' que serve melhor os seus propósitos.
O país tornou-se, portanto, num grande palco em que os políticos são os supostos mecenas, enchendo praças, ruas e espaços culturais com as diversões que entendem. Tudo de graça, tudo para diversão do povo.
Os artistas e os verdadeiros agentes culturais, vêem-se dessa forma impedidos de competir com a cultura instituída, que é de borla e arrasa qualquer tentativa de produzir ofertas e mensagens em liberdade de pensamento e em nome da verdadeira cultura.
Enquanto o País pula de festa em festa, sacudindo as preocupações com bebida e luzes patrocinadas por grandes multinacionais, a livre escolha e o pensamento são erradicados da vida de cada pessoa, as alternativas suprimidas e toda a oferta fica sob o controlo dos políticos.
Açambarcar assim uma área de actividade devia ser objecto de investigação desse discreto organismo que dá pelo nome de Alta Autoridade para a Concorrência. Devia ser um crime público, para que qualquer um pudesse denunciar o abuso e a manipulação, uma vez que os artistas e os agentes de espectáculos jamais terão hipótese de financiar a seu favor o julgamento deste tipo de violação e abuso de poder.
Quando aceitamos a ideia de Estado e de Governo confiamos a representantes a nossa defesa, não a nossa alienação.

terça-feira, 1 de julho de 2014

love unique

love unique by rumoresdenuvens
Uma vez ocupado pelo amor, não há lugar para mais nada num coração ocupado pelo amor. Ele é o centro, o princípio e o fim de tudo. Love unique. Alfa e ómega, a plenitude, a alegria e a grande força por detrás de tudo.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

sexta-feira, 27 de junho de 2014

maranghi femmes



Giovanni Maranghi nasceu em 1955, em Florença. Neto do pintor Alfonso Maranghi e filho de um marchand de arte, trabalha essencialmente a figura feminina. Estudou no Liceo Artistico e na Academida de Belas Artes da sua cidade natal. Aos 20 anos expôs em Bary, lançando uma carreira na Itália e no resto do mundo, como um dos artistas contemporâneos mais interessantes.
Membro da velha Paiolo di Firenze Company, uma associação cultural que nasceu em 1512, usa uma série de técnicas e estilos de pintura, incluindo colagens e materiais de moldar que levam muito tempo a produzir. As suas obras incluem pedaços dos blocos de notas, mapas, papel de fax e outros materiais sob a pintura.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

os que partem

Imagem de MrLalle, daqui
Os que partem regressam ao seu estado natural, no espírito, em união com o todo. Regressam à liberdade, ao amor, à plenitude. Nesta ilusão que temos de uma realidade material, esse regresso é sentido em dor, esquecidos como estamos de que também somos eternos, imortais, luz e amor como os que aparentemente partem. Neste mundo, toda a separação é dor. Esquecemo-nos de que também fazemos parte do todo eterno e que até a separação temporária tem um fim. Lembremo-nos entretanto com amor do que aprendemos com os que vão, da primeira vez que os vimos, do afecto que nos suscitaram, do riso que partilhámos. Deixam saudades. Até breve.

(à Tamara, que partiu hoje)